KRISHNAMURTI

16.9.06

KRISHNAMURTI

Olá amigo(a)...
Visite o blog "sobre Ksrishnamurti", basta clicar:
KRISHNAMURTI

5.9.06

Onde está o AGORA???

A gente sabe da importância de viver no agora. Mas, muitas vezes, nos vemos tolhidos pelas cirscunstâncias temporais que nos empurram, feito um marionete, para o passado ou para o futuro. Assim, perguntamos: Onde está o AGORA? e por que ele é tão "escorregadio"?

Nao podemos "ir contra" o processo da passagem do tempo cronológico e psicológico (passado - presente - futuro). Mas podemos "ir a favor", nem que seja por pequenas gotas, da percepção de que o REAL (a Vida) só se sustenta no AGORA que nunca termina.

O AGORA nunca termina mesmo? Se ele nunca termina, como que "eu" tenho um senso tão desenvolvido do passado e do futuro (que negam o agora)? Como que "eu" tenho um senso tão pouco desenvolvido do próprio AGORA infinito?

Se tentarmos responder essas perguntas com base na nossa mente condicionada e moldada pelo continuum mental-temporal (que gera medo, insegurança e sofrimento) elas terão uma resposta limitada e não criativa, incapaz de perceber qualquer coisa que fuja ao processo linear bi-dimensional do passado em direção ao futuro.

Por outro lado (e sem que haja uma oposição), se tentarmos responder aquelas perguntas percebendo suas implicações ocultas, tais como, o desejo do "eu" se vincular a algum tipo de "desenvolvimento", etc, essas percepções silenciosas trarão alguma luz no fim do tunel... Não no tunel do "eu" eternamente faminto, mas no tunel do "SER" que habita todos nós e que não depende de respostas linguísticas formais ou sequer convincentes.

Se dessa investigação não saírmos convencidos de nada, ÓTIMO!!! O Ser agradece!

Infelizmente essas questões dão margem a filigranas e a muitas discussões linguísticas inócuas (pela própria limitação e dualidade da linguagem). Além disso, há muitos paradoxos embutidos nessas questões... É preciso, agora, estar atento...

Percebe? O próprio termo "ótimo" da frase anterior contém algumas gramas Julgamento positivo ou, se quisermos, de "incentivo questionável"... Questionável por que geralmente não estamos atentos e, assim, será aquele "eu" limitadinho de sempre que vai tentar se apropriar do incentivo linguístico (Ótimo!) para ter a refrescante ilusão/sensação de "desenvolvimento" ou "compreensão"...

O Ser nao precisa de incentivos ou aplausos... Ele apenas É neste preciso Agora escorregadio...

Toda pergunta é capciosa, implica alteridade e nos remete ao Tempo linear (quando não "ficamos silenciosamente" com ela... Temos muita pressa em responder, afinal, ela (a pergunta) foi feita "pra mim"... Entendeu?

--- "Eu" nao entendi nada...
--- Ok, ainda bem. Quem compreende não sou "eu".

E o Agora Infinito, Bondoso (e escorregadio) continua do nosso lado. Apesar de nós mesmos.

Durval